Usamos cookies em nosso site para lhe dar a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e repetindo visitas. Ao clicar em "Aceitar tudo", você concorda com o uso de TODOS os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações de cookies" para fornecer um consentimento controlado.

Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para melhorar sua experiência enquanto você navega pelo site. Destes, os cookies categorizados conforme necessário são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. T...

Sempre ativado

Os cookies necessários são absolutamente essenciais para que o site funcione corretamente. Esta categoria inclui apenas cookies que garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.

Quaisquer cookies que podem não ser particularmente necessários para o funcionamento do site e são usados especificamente para coletar dados pessoais do usuário através de análises, anúncios, outros conteúdos incorporados são denominados como cookies não necessários. É obrigatório obter o consentimento do usuário antes de executar esses cookies em seu site.

Categories
Coluna do Astrônomo Dicas

Seu primeiro telescópio

atualizado em junho de 2022

Sempre que alguém se inicia na observação do céu e pede sugestão de instrumento, nós astrônomos (amadores e profissionais) sugerimos começar com um binóculo de pequeno aumento e um mapa celeste. Uma boa especificação de binóculo inicial seria 7×50, onde o primeiro número indica o aumento (7x) e o segundo número o tamanho da objetiva (50mm de diâmetro).

Categories
Coluna do Astrônomo Conteúdo científico Curiosidades Dicas Notícias

Eclipse Solar de 14 de dezembro de 2020

O que é um eclipse solar?

A condições de ocorrência do eclipse solar: lua nova no mesmo plano que contem o Sol e a Terra. Nas regiões de penumbra só podemos ver uma parte do Sol ocultada pela Lua.

Na próxima segunda (14/12), a Lua vai cruzar a eclíptica (plano da órbita da Terra ao redor do Sol) e será Lua nova (a Lua vai estar na direção do Sol). Por isso a sombra da Lua vai percorrer uma estreita faixa da superfície da Terra. Isto é um eclipse solar.

Região onde a sombra (mais escuro: onde ocorre o eclipse solar total) e a penumbra (mais claro: onde acontece o eclipse parcial) da Lua vão percorrer a superfície da Terra.
https://www.timeanddate.com/eclipse/map/2020-december-14 .
A totalidade será numa estreita faixa que vai do Chile à Argentina. Quase toda América do Sul vai estar na penumbra. No Brasil somente o Norte e metade da região Nordeste não verão o eclipse parcial. No gráfico vemos a porcentagem de máxima ocultação do disco solar.

Aqui no Brasil: Onde vai ser visto e quando?

Para cada região a duração e a parcela do disco solar ocultado são diferentes. Os estados da Região Norte e boa parte do Nordeste não verão este eclipse. Alagoas e Sergipe vão ter menos de 5% de superfície ocultada (uma pequenina mordida num dos cantos do disco solar). Bahia, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso vão ver algo em torno de 8%. A região Sudeste e Mato Grosso do Sul verão algo entre 24% e 31%. Os estados da região Sul verão mais de 37% do disco solar ocultado. No extremo sul do Rio Grande do Sul a ocultação será maior que 50%.

Na cidade do Rio de Janeiro o evento começa as 12h57min. Teremos 31% do disco solar ocultado no momento do máximo, em torno das 14h14min, quando o Sol atinge uma altura de uns 56 graus. Às 15h23min já estará encerrado para os cariocas. Claro que dependemos do tempo abrir. As previsões meteorológicas não são as melhores.

Momento do início do eclipse (horário local) e ocultação máxima para diversas capitais no Brasil.

Como observar com segurança?

Óculos escuros e chapas de radiografia não são recomendados.

Observar o Sol, mesmo eclipsado, é muito perigoso. A melhor maneira (mais segura e mais prática) é por projeção. Você pode usar um espelho, uma lente ou uma câmara escura, chamada de pin hole. Use estes recursos para projetar a imagem numa tela improvisada (uma folha de papel branco por exemplo).

Projetando dentro de uma caixa você pode ver a evolução do fenômeno em segurança. Quanto maior a caixa maior o tamanho da imagem. Quanto maior o tamanho do orifício mais luz entra, entretanto piora a imagem. Sugestão: comece com um furo de agulha e não passe muito da espessura de um prego.
Diagrama simplificado para projetar a imagem do Sol. Note o detalhe de que a imagem tem que ser formar no centro da sombra. Mova o anteparo olhando para essa sombra, de costas para o Sol,
Você pode usar um lado de um binóculo simples (que não use prismas) ou uma luneta. Um para-sol também é preciso para fazer sombra na folha.


Para observação existem dois tipos de filtros importados seguros: 1) folhas metalizadas do tipo mylar intituladas solar screen; 2) filmes de um polímero sintético chamada de baader. Se não dispõe destes produtos ou tem dúvidas quanto procedência NÃO IMPROVISE. Existe uma opção mais acessível e razoavelmente confiável: o filtro de soldador número 14 (não use números menores). Você obtém facilmente nas lojas de ferragens em retângulos ou círculos.

Filtros de soldador número 14 (ou maior) e películas aluminizadas especiais (Mylar, SolarScreen ou Baader) pode ser usados como filtros eficientes. Não use filtros feitos para rosquear na ocular (podem rachar) . Se não tem um filtro confiável use seu telescópio para projetar a imagem. NUNCA OLHE PARA O SOL COM INSTRUMENTO ÓPTICO sem um filtro aluminizado.
Exemplos da imagem do disco solar parcialmente ocultado com filtros de soldador (abaixo à esquerda) e mylar (abaixo à direita) em outro eclipse solar parcial.
(Eclipse solar parcial 11/09/07 visto no Planetário do Rio.)

Quando e onde vai ter eclipse de novo?

Todo ano tem eclipse solar. Raro é a sombra passa perto de onde você mora.

Referências:

https://www.timeanddate.com/eclipse/map/2020-december-14
https://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEgoogle/SEgoogle2001/SE2020Dec14Tgoogle.html
https://www.deviante.com.br/noticias/ciencia/eclipse-solar-de-carnaval-e-como-observa-lo/
https://www.vercalendario.info/pt/lua/brasil-14-dezembro-2020.html
https://www.businessinsider.com/every-total-solar-eclipse-until-2040-video-2017-8
http://oal.ul.pt/observar-o-sol-em-seguranca/
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000017087.pdf
https://www.businessinsider.com/every-total-solar-eclipse-until-2040-video-2017-8
http://oal.ul.pt/observar-o-sol-em-seguranca/
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000017087.pdf
https://www.vercalendario.info/pt/lua/brasil-14-dezembro-2020.html
https://www.businessinsider.com/every-total-solar-eclipse-until-2040-video-2017-8
http://oal.ul.pt/observar-o-sol-em-seguranca/
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000017087.pdf

Categories
Coluna do Astrônomo Conteúdo científico Curiosidades Dicas

Cometa C/2019 U6 Lemmon

No início deste mês o colega Paulo Cesar falou de um cometa (https://planeta.rio/cometa-c-2020-f8-swan-de-passagem/) que pode ser visto a olho nu. Hoje estou aqui para falar de outro cometa, mas este só visível com o auxílio de um equipamento (binóculo ou telescópio), pelo menos por enquanto.

O cometa C/2019 U6 Lemmon foi descoberto em 31 de outubro de 2019, primeiramente definido com características de um asteroide. Observações posteriores identificaram a presença de uma coma e de uma pequena cauda, marcas de um cometa, sendo, assim, classificado como tal.

Como eu disse anteriormente, sua observação a olho nu não é possível no momento. Sua magnitude aparente (é assim que os astrônomos classificam o brilho dos astros levando em consideração a sua distância) está muito alta. Essa forma de medir o brilho segue a seguinte regra: quanto maior o número, menor o brilho. Nossos olhos conseguem ver, à vista desarmada, até a magnitude 6. Mais do que isso só com o auxílio de equipamentos (binóculo ou telescópio). O cometa C/2019 U6 Lemmon está um pouco acima deste limite.

Mas o que me motivou a escrever sobre este cometa foi que dias atrás recebi uma foto deste astro do colega Fernando Vieira, astrônomo do Planetário por cerca de 40 anos. E é bom saber que, mesmo nestes momentos difíceis em que estamos vivendo, a Astronomia nos revela belezas do Universo e que podemos compartilhá-las com o leitor. Nós estamos atentos a isto e compartilhando essas maravilhas.

Cometa C/2019 U Lemmon (a mancha esverdeada), fotografado por Fernando Vieira.

Para quem gosta de fotografar o céu, seguem os dados da foto acima: telescópio com objetiva 120/850mm, câmera Canon T3, 400 ISO, 29 exposições de 13s, totalizando 6min e 17s, 20 darks. Foto feita no dia 25/5/2020 às 19h5min (tempo do meio da exposição).

Na foto o cometa está próximo da estrela Sirius, a mais brilhante do céu noturno, na constelação do Cão Maior. Com essa referência é fácil de achá-lo.

A figura abaixo mostra o caminho do C/2019 U6 Lemmon por entre as constelações e as estrelas nos próximos meses, até o dia 9/7/2020.

A carta celeste abaixo mostra o céu às 18h30min do dia 5/6/2020. O cão maior está próximo ao horizonte e, como o cometa se desloca em direção à constelação da Hidra, ele ficará mais alto no céu no início da noite.

Carta celeste: Heavens Above (https://www.heavens-above.com/

A máxima aproximação do C/2019 U6 Lemmon com a Terra será de aproximadamente 124 milhões de quilômetros, calculada para os últimos dias de junho. Para comparação, o Sol está a 150 milhões de quilômetros de nós. Não será muito próximo e seu brilho estará no limite visual do olho humano. Mas, como os cometas são imprevisíveis, quem sabe dará para vê-lo a olho nu? Pela janela! Vamos torcer!

Categories
Coluna do Astrônomo Dicas Notícias

Dragon, a volta ao espaço

Hoje, 27 de maio de 2020, está previsto o lançamento da nave Dragon pela SpaceX em torno das 17h30min (horário de Brasília). A nave parte dos Estados Unidos da mesma plataforma 39A, de onde foram lançadas as missões Apollo para a Lua e os ônibus espaciais. Este lançamento tem uma importância muito grande, pois desde que os ônibus espaciais foram aposentados, em 2011, não se lança uma nave tripulada a partir dos Estados Unidos.

Este momento é parecido com o que aconteceu em 1981 com o lançamento do primeiro ônibus espacial Columbia. Com o fim do programa Apollo, em 1975, os EUA ficaram cerca de seis anos sem que um astronauta pudesse sair do território norte-americano para o espaço. Até o momento os norte-americanos, para alcançar a ISS, precisam partir de bases do Cazaquistão (Rússia) através das cápsulas Soyuz, um modelo de nave espacial criado na década de 70.

Depois da aposentadoria dos ônibus espaciais houve uma certa para paralisação do avanço espacial. Não desenvolveram um sucessor para o ônibus espacial: um veículo reutilizável de pouso aerodinâmico, um avião foguete ou algo semelhante. De certa maneira voltamos no tempo com o uso de cápsulas espaciais. Era de se esperar que houvesse ônibus espaciais mais modernos, capazes inclusive de levantar voo de solo sem ajuda de foguetes decolando de aviões de pistas comuns. Os acidentes com os ônibus espaciais Challenger e Columbia, somados à complexidade e custo dos lançamentos, desencorajaram o desenvolvimento de novos veículos deste tipo.

A cápsula Dragon.

A diferença agora é que a Dragon é recuperável (tanto a parte do foguete, como a cápsula). Se a missão denominada Demo 2 for um sucesso, estaremos presenciando mais um marco na história da conquista espacial: o retorno do voos norte-americanos em órbita da Terra. A empresa americana SpaceX é uma empresa particular, do bilionário Elon Musk, que já fez grandes avanços no uso comercial do espaço.

A missão Demo-2 tem como objetivo que a Dragon se acople à estação ISS. Uma cápsula Dragon já fez isso automaticamente na missão Demo-1, em março de 2019.

A missão Demo 2 na fase inicial: a ida.
A volta.

A Janela de lançamento — período em que se pode lançar a missão com a configuração atual — vai até domingo, 31/05/2020. Se algo não estiver 100% o lançamento pode ser adiado até esta data.

O Foguete Falcon 9.
Os astronautas Bob Behnken and Doug Hurley.

O foguete usado será um Falcon 9. Na primeira etapa o estágio inicial volta automaticamente. Os astronautas deste voo histórico chamam-se Bob Behnken and Doug Hurley e são da NASA. Vamos torcer para que dê certo! Está previsto para ser lançado hoje, dia 27 às 17h30min.


Link para assistir ao vivo no site da SpaceX: https://www.spacex.com/launches/

ao vivo do site da Spacex
Categories
Coluna do Astrônomo Curiosidades Dicas Entretenimento

Cometa C/2020 F8 SWAN de passagem

Paulo Cesar R. Pereira

Olá, estamos de volta com mais dicas e curiosidades sobre a observação do céu. Dessa vez vamos conversar sobre um cometa descoberto agora em março, o C/2020 F8 SWAN. Já tem muita gente querendo saber se dá para observá-lo. Vamos então saber um pouco mais sobre esse cometa.

O cometa foi descoberto em 25 de março de 2020 pelo astrônomo amador Michael Mattiago, ao analisar imagens públicas obtidas pela sonda SOHO que está em órbita ao redor do Sol.

SOHO (Solar and Heliospheric Observatory/Observatório Solar e Heliosférico), para quem não conhece, é uma sonda espacial fruto da colaboração entre a Agência Espacial Europeia e a NASA. Ela tem o objetivo de investigar a coroa solar (atmosfera exterior do Sol) e a origem do vento solar (fluxo de partículas carregadas eletricamente ejetadas do Sol).

Sonda SOHO

Como a sonda possui uma câmera com campo de visão amplo, é possível observar também a passagem de cometas próximos ao Sol. E esses registros não são raros! Até mesmo violentas colisões de cometas com o Sol podem ser observadas.

Mas vamos voltar ao cometa da vez. A bela fotografia abaixo foi obtida na Namíbia em meados de abril. Note o coma brilhante, de cor esverdeada e a longa cauda azulada. A cauda (composta de poeira e de gás ionizado pela luz ultravioleta do Sol), é empurrada pelo vento solar, que são partículas ejetadas da nossa estrela. O efeito combinado do vento solar com os jatos de gás que saem do núcleo do cometa forma a estrutura complexa da cauda. A cor azul está associada à recombinação de moléculas de monóxido de carbono. Já a cor verde do coma, ao redor da cabeça do cometa, é criada em geral por moléculas de carbono. A cauda pode ter milhões ou até mesmo centenas de milhões de quilômetros e, junto com o coma, refletem a luz solar, fazendo com que um cometa se torne um astro bem maior e brilhante, facilitando a observação por telescópios ou câmeras fotográficas. Eventualmente, como no caso do C/2020 F8 SWAN, se torna visível a olho nu.

Cometa C/2020 F8 SWAN

É comum os cometas apresentarem esse padrão de cores. O cometa Lovejoy, descoberto em 2014, tinha cores similares, embora uma cauda bem mais complexa, modulada pelo vento e pelo campo magnético solar. Os entusiastas da astrofotografia devem se lembrar muito bem.

Cometa Lovejoy

Você pode tentar observar o cometa C/2020 F8 SWAN nas próximas madrugadas, momentos antes do nascer do Sol. Para isso, deve buscar um local com o horizonte leste sem obstáculos, uma vez que o cometa estará baixo. Além disso, os cometas costumam ser pouco luminosos, então procure lugares bem escuros. Vamos ver como encontrar esse cometa?

A carta celeste abaixo é válida para o dia 5 de maio de 2020 às 5 horas. Ela servirá para os próximos dias também. Vemos que o cometa está na constelação da Baleia, entre as constelações de Aquário e Pégaso. Ele será uma manchinha no céu, e uma boa maneira de achá-lo é fazer uma linha até o chão passando pelos planetas Júpiter, Saturno e Marte. O cometa estará à direita, a cerca de um palmo aberto da linha do horizonte. Se você tiver um binóculo, pode ajudar.


Carta celeste para a região do cometa C/2020 F8 SWAN

É uma boa oportunidade para acompanhar este viajante espacial que no dia 12 de maio atingirá sua maior proximidade da Terra: cerca de 85 milhões de quilômetros. Para você ter uma ideia, a distância média Terra-Sol é de 150 milhões de quilômetros. Ou seja, o cometa estará dentro da órbita do nosso planeta.

Mas atenção, a janela de observação é bem curta. A partir do dia 9 o cometa estará bem mais próximo do horizonte, e ficará mais difícil observá-lo.

Bons céus e até a próxima.

Categories
Coluna do Astrônomo Conteúdo científico Dicas Notícias

Conte Com os Maias – Atendimento SME

Aqui estará a Live da quarta-feira, dia 29, com a astrônoma Flávia Pedroza sobre o texto Conte com os Maias, disponibilizado pelo aplicativo SME Carioca. Você pode encontrar o texto abaixo nessa página.

Participe da live enviando suas perguntas no chat!

Conte com os Maias

Errata:
1) Onde se lê “(3x10x10)+(6×10)+(5×1)=111”, leia-se “(3x10x10)+(6×10)+(5×1)=365”;
2) Onde se lê “Um dos calendários que os ss de 20 dias…”, leia-se “Um dos calendários que os maias utilizavam tinha 18 meses de 20 dias…”.

Categories
Coluna do Astrônomo Curiosidades Dicas Entretenimento infantil

Infantil – Oficina de Foguete

Esse vídeo fala sobre como podemos, nesse momento que precisamos estar em casa e sem muitos recursos, aprender a fazer um foguetinho de material reciclado para brincar. Aproveitem para passar o tempo usando sua criatividade! (Com Simone Cavaliere)

Categories
Coluna do Astrônomo Dicas Entretenimento

Cinco filmes espaciais: não ficção


Escolher os cinco melhores filmes espaciais de todos os tempos é uma tarefa muito difícil. Pra “roubar” um pouco e facilitar a tarefa vou dividir em categorias. A primeira categoria será a de filmes de não ficção: histórias que realmente aconteceram dramatizadas pelo cinema. Não resisti a inserir mais dois extras no final. Só menciono filmes que já assisti. Você, leitor, pode colocar nos comentários aqueles que julgar que esqueci.

Aí estão eles em ordem de lançamento, não classificados por preferência, nem por mérito.

Os Eleitos (The Right Stuff, 1983)

Direção: Philip Kaufman – Roteiro: Philip Kaufman.
Baseado no livro The Right Stuff de Tom Wolfe.
Elenco: Sam Shepard, Scott Glenn (Sucker Punch, 2011) , Ed Harris (The Truman Show, 1998), Dennis Quaid (The Day After Tomorrow, 2004).

O filme foi indicado a vários Oscars, entre eles: melhor filme, ator coadjuvante, direção de arte e fotografia. Ganhou quatro Oscars: montagem, trilha sonora original, som e efeitos sonoros.

Os Eleitos narra, paralelamente, os dois projetos norte-americanos no início da década de 60 para levar um astronauta ao espaço. Um dos projetos era dos chamados aviões foguete que, décadas mais tarde, daria origem aos Space Shuttles. O filme começa com a barreira do som sendo vencida pelo avião X1 pilotado pelo capitão Chuck Yeager. O projeto que realmente atingiu o propósito foi o Mercury. Este projeto enfrentou a pressão de tirar os EUA da segunda posição na Corrida Espacial. Os soviéticos já tinham posto Gagarin em órbita e a Nasa ainda amargava suas derrotas. Sete astronautas foram selecionados e intensamente treinados para embarcar numa cápsula pequena na ponta de foguetes, antes desenvolvidos para serem misseis intercontinentais. Esta saga merece ser acompanhada. A narrativa é um produto de seu tempo e lugar. Se comparado a produções mais modernas pode trair um certo ufanismo nacional sem endeusar muito os astronautas. Mas as diversas anedotas e casos pitorescos realmente aconteceram. O espírito de competição com os soviéticos fica bem evidente. O clima de guerra fria preenche bem os diálogos.

Apollo 13 (1995)

Direção: Ron Howard.
Produção: Brian Grazer.
Roteiro: William Broyles Jr.e Al Reinert – Basedo no livro Lost Moon de Jim Lovell e Jeffrey Kluger.
Elenco: Tom Hanks (Forrest Gump, 1994), Kevin Bacon (O Homem Sem Sombra, 2000), Bill Paxton (U-571 A Batalha do Atlântico, 2000), Gary Sinise (Forrest Gump, 1994), Ed Harris, Kathleen Quinlan.

Este filme ganhou dois Oscars (melhor edição e melhor som) e foi indicado para outros sete Oscars: melhor filme, melhor ator coadjuvante (Ed Harris), melhor atriz coadjuvante (Kathleen Quinlan, no papel da esposa de Jim Lovell), melhor roteiro adaptado, melhor trilha sonora, melhor direção de arte e melhores efeitos. Apollo 13 ganhou sete outros prêmios em vários festivais.

Agora o programa espacial é outro: Apollo. Depois da descida da Apollo 11 na Lua, em julho de 1969, e da Apollo 12, em novembro do mesmo ano, o interesse da opinião pública americana sobre viagens espaciais parecia ter diminuido

A tripulação da Apollo 13 era assim composta: o comandante James A. Lovell Jr. (interpretado por Tom Hanks), o piloto do módulo de comando John L. Swigert Jr. (Kevin Bacon) e o piloto do módulo lunar Fred W. Haise Jr (Bill Paxton).

A nave Apollo foi lançada em direção a Lua pelo gigantesco foguete Saturno V. Depois que o último estágio do foguete se destaca a nave fica composta de três partes: módulo de serviço (cilíndrico e não-tripulado), módulo de comando Odyssey (cônico, lugar para três astronautas durante os oito dias de missão) e o módulo lunar Aquarius (com formato de aranha e espaço para dois astronautas por dois dias). Houve uma explosão. A explosão levou parte do módulo de serviço deixando o Odissey sem energia e atmosfera. Os três astronautas passaram para o Aquarius feito para abrigar duas pessoas por dois dias. Não faltou oxigênio, o problema foram nos filtros de gás carbônico: não estavam dando conta do recado. A solução exigiu bastante criatividade. Veja o filme, você vai amar.

O Céu de Outubro (October Sky, 1999)

Direção: Joe Johnston
Produção: Charles Gordon e Larry Franco
Roteiro: Lewis Colick – Baseado no livro Rocket Boys de Homer Hickam
Elenco: Jake Gyllenhaal (Donnie Darko, 2001), Chris Cooper (A Identidade Bourne, 2002), Laura Dern (Jurassic Park, 1993)

Filme para ser visto mais de uma vez. Neste período de quarentena então, vai te fazer muito bem pela mensagem de superação que ele carrega. October Sky é uma autobiografia de Homer Hickam, um engenheiro aeroespacial que trabalhou na Nasa. O filme se concentra na sua infância nos fins da década de 50 na pequena cidade mineira de Coalwood (área rural dos EUA). A primeira cena do filme é a passagem do Sputnik (outubro de 1957) e o alvoroço que isso causou na sociedade norte-americana no início da Guerra Fria. Aquele momento foi marcante para a educação científica norte-americana. Em Coalwood, naquela época, um jovem ao terminar seus estudos secundários tinha três destinos prováveis: trabalhar nas minas de carvão, servir as forças armadas ou ser um bom esportista para ganhar uma bolsa em uma universidade, nesta ordem. Homer ousa pensar em lançar foguetes.

O filme não chegou a ser indicado para o Oscar; ganhou três prêmios em festivais e deixou um legado de inspiração. Seu tema musical principal é sensacional. A fotografia é linda. As atuações comovem e a exatidão história e científica são convincentes. Esse é para ver com a família: pelo menos com a garotada a partir dos 10 anos.

Estrelas Além do Tempos – (Hide Figures, 2016)

Direção: Theodore Melfi.
Produção: Donna Gigliotti, Peter Chernin, Jenno Topping, Pharrell Williams e Theodore Melfi Roteiro: Allison Schroeder e Theodore Melfi.
Baseado no livro homônimo de Margot Lee Shetterly.
Elenco: Taraji P. Henson (The Curious Case of Benjamin Button, 2008), Octavia Spencer (Histórias Cruzadas, 2011), Janelle Monáe, Kevin Costner (O Mensageiro, 1997), Kirsten Dunst (Spider-Man, 2002) e Jim Parsons (Big Bang Theory, 2007).

Não vou esconder minha paixão por este filme. Já escrevi um artigo sobre ele no calor da entrega do Oscar de 2017. O filme também fala do Programa Mercury, descrito em Os Eleitos, mas o enfoque é totalmente diferente. Enquanto se travava uma guerra fria no espaço em terras norte-americanas ainda havia direitos civis a serem conquistados. A política Jim Crow de segregação racial e a cultura machista faziam a sociedade americana se arrastar do ponto de vista social. O filme trata tanto do progresso tecnológico como a necessidade de avanço social. A obra conta essa história ao destacar três personagens notáveis: Katherine Johnson (Taraji P. Henson) , Mary Jackson (Janelle Monáe) e Dorothy Vaughan (Octavia Spencer). Essas mulheres negras foram responsáveis por calcular a órbita e os detalhes da cápsula espacial. Aquela era uma época onde muitos cálculo ainda eram feitos à mão (com ajuda de calculadoras elétricas) e os primeiros computadores ainda eram máquinas difíceis de se lidar. Se você estudou ciências exatas reconheceu as menções bem colocadas de métodos numéricos de computação (Método de Gauss, por exemplo). Se for do meu tempo, então, vai se lembrar emocionado quando a linguagem Fortran for mencionada. Até uns 15 anos atrás esta linguagem ainda era usada para programas de controle de satélites onde eu trabalhava.

Em 2017 este filme foi indicado para três categorias do Oscar: melhor filme, melhor atriz coadjuvante (a sensacional Octavia Spencer) e melhor roteiro adaptado. Não levou nenhum deste prêmios, mas já tinha conquistado oito premiações em grandes festivais de cinema.

Mercury 13 (2018)

Direção: David Sington e Heather Walsh
Produção: David Sington, Heather Walsh, Trevor Birney, Brendan Byrne e Geraldine Creed

Mais um filme sobre mulheres e espaço. Trata-se de um documentário sobre um programa privado (não era da Nasa) desenvolvido em 1960 para treinar mulheres norte-americanas para serem astronautas. O termo Mercury 13 foi criado em 1995 em referência aos Mercury Seven: o time de sete astronautas representados no filme Os Eleitos. Elas nunca foram ao espaço. Das 13 originais oito ainda estão vivas enquanto escrevo estas linhas.

A primeira astronauta foi a soviética Valentina Tereshkova em 1963. A primeira astronauta norte-americana, Sally Kristen Ride, só foi ao espaço vinte anos depois do programa Mercury. Até hoje nenhuma mulher foi a Lua, mas já há um programa norte-americano em andamento com este propósito: Ártemis.

Mais dois filmes… de brinde.

Claro que existem muitos outros filmes de não ficção excelentes sobre a exploração do espaço. Uma dica muito boa do meu colega Leandro foi Gagarin. Pervyy v kosmose (2013) que pode ser visto no canal do Planetário no YouTube. O primeiro ser humano no espaço foi o soviético Yuri Gagarin a bordo da nave Vostok.

Outro filme que não pode ficar de fora de qualquer lista espacial é o O Primeiro Homem (2018). É a biografia do astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem na Lua. Assisti duas vezes mas achei meio depressivo e claustrofóbico demais pra a atual conjuntura de afastamento social. Por este motivo incluí O Céu de Outubro por trazer uma mensagem mais otimista. O filme é bem realista nos detalhes técnicos: especial destaque para a cena sobre a missão Gemini 8, comandada por Armstrong, que quase acaba em desastre.

Categories
Coluna do Astrônomo Dicas Eventos Notícias

Entrada Franca ao Museu do Universo nesse sábado 4 de Janeiro

Tradicionalmente, aproveitamos os dias das celebrações de final de ano pra realizar as manutenções que fazem com que o Planetário esteja sempre pronto para propiciar ao público a melhor experiência de imersão em Ciência.

Devido a um atraso na manutenção do ar-condicionado, estaremos funcionando esse sábado sem climatização, o que inviabiliza a exibição de sessão de cúpula.

Assim, decidimos funcionar num esquema diferente: abriremos o Museu do Universo com entrada gratuita. Não haverá exibição de sessão de cúpula, e está mantida a observação do céu *.

Dica para a tarde de sábado: venha passear gratuitamente no Museu do Universo, curta nossos jardins, faça um lanche em um dos restaurantes localizados no Planetário, Tio Ruy ou Artesan, e às 19h suba para a Praça dos Telescópio, para observar o céu e conversar com os Astrônomos que acompanharão a atividade.



*Lembramos que a atividade de observação do céu depende das condições meteorológicas. Com chuva ou céu nublado a atividade fica cancelada.

Categories
Coluna do Astrônomo Curiosidades Dicas Entretenimento

Constelações do Zodíaco – parte 4

Chegamos ao fim de mais um ano!

E vamos terminar, também, a coleção das constelações zodiacais.

Este grupo apresenta a única constelação zodiacal que não é um animal: a Balança. Ela não tem muitas estrelas brilhantes e quatro delas têm nomes bem estranhos!

Zubenelgenubi, Zubenelschamali, Zubenelhakrabi e Zubenelhakribi são os nomes delas. Elas fazem referência às garras do Escorpião que está ali perto. Bem antigamente essa constelação fazia parte do Escorpião, e por isso os nomes das estrelas.

Um Feliz Natal e um Novo Ano repleto de brincadeiras! Esperamos vocês aqui no Planetário nas férias!