Usamos cookies em nosso site para lhe dar a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e repetindo visitas. Ao clicar em "Aceitar tudo", você concorda com o uso de TODOS os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações de cookies" para fornecer um consentimento controlado.

Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para melhorar sua experiência enquanto você navega pelo site. Destes, os cookies categorizados conforme necessário são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. T...

Sempre ativado

Os cookies necessários são absolutamente essenciais para que o site funcione corretamente. Esta categoria inclui apenas cookies que garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.

Quaisquer cookies que podem não ser particularmente necessários para o funcionamento do site e são usados especificamente para coletar dados pessoais do usuário através de análises, anúncios, outros conteúdos incorporados são denominados como cookies não necessários. É obrigatório obter o consentimento do usuário antes de executar esses cookies em seu site.

Enfim, o máximo solar

Por Paulo Cesar Pereira – Astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro

 

O Sol é uma estrela que a cada 11 anos desperta de um sono profundo, despejando uma enorme quantidade de energia no espaço. Nessas ocasiões, jatos de matéria com partículas carregadas eletricamente, podem causar danos aos satélites, danificar os sistemas de transmissão de energia em solo, e prejudicar a saúde de astronautas que porventura estejam no espaço. Agora, em maio de 2013, aparentemente o Sol “acordou” novamente.

De fato, a atividade solar passa por altos e baixos, que obedecem a um padrão. Para facilitar o estudo e registro desse padrão, os astrônomos criaram os chamados “ciclos”. Um determinado ciclo começa na época de mínima atividade, sendo este “ponto zero” determinado por meio de observação do campo magnético solar. A partir de então, a atividade solar aumenta gradativamente, até que finalmente, atinge o seu auge, e o Sol acorda (máximo de atividade solar). Atualmente, desde que os registros começam a ser feitos, no século 18, estamos no ciclo 24.

Em média, a cada 11 anos, nossa estrela atinge o máximo. As manchas surgem em profusão em sua superfície, que expele maior quantidade de partículas carregadas e sofre explosões extremamente energéticas. É comum liberar muita energia na forma de raios-X e parte de sua própria matéria para o espaço (ejeção de massa coronal). O resultado dessa mudança de humor solar já foi resumido no primeiro parágrafo. A novidade (boa), é que o máximo do ciclo atual não veio tão intenso assim. Previsto para acontecer em maio deste ano, o máximo solar até agora, mostra-se um fiasco, atingindo metade do fluxo de energia registrado no ciclo 23 (ver figura). Esse comportamento não é tão esquisito quanto parece, tendo sido registrado outras vezes, e as razões para isso são ainda motivo de intenso debate. Uma coisa, porém, é certa: ao contrário do que alguns alarmistas disseram, por ocasião do fim do mundo que não aconteceu, o Sol está bem calmo.

No gráfico, o eixo vertical informa o valor da energia emitida pelo Sol, e o eixo horizontal, os anos. Os pontos são médias mensais de fluxo de energia, e a linha vermelha, o comportamento previsto até 2019. Note como o máximo atual é bem menos intenso.