Usamos cookies em nosso site para lhe dar a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e repetindo visitas. Ao clicar em "Aceitar tudo", você concorda com o uso de TODOS os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações de cookies" para fornecer um consentimento controlado.

Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para melhorar sua experiência enquanto você navega pelo site. Destes, os cookies categorizados conforme necessário são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. T...

Sempre ativado

Os cookies necessários são absolutamente essenciais para que o site funcione corretamente. Esta categoria inclui apenas cookies que garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.

Quaisquer cookies que podem não ser particularmente necessários para o funcionamento do site e são usados especificamente para coletar dados pessoais do usuário através de análises, anúncios, outros conteúdos incorporados são denominados como cookies não necessários. É obrigatório obter o consentimento do usuário antes de executar esses cookies em seu site.

Bola de gude espacial

 

Por Jorge Marcelino – Astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro

 

Uma das minhas brincadeiras preferidas quando criança era jogar bolinha de gude. Ao mesmo tempo em que tínhamos de acertar as “ticolinhas”, como eram chamados os 4 buracos dispostos em “L”, que deveríamos ir e voltar, tentávamos evitar que o amigo-adversário acertasse a nossa bolinha e a mandasse para longe do campo. As bolinhas eram de várias cores e tamanhos e a “mais poderosa” era a de ferro. Quando acertávamos as bolinhas de vidro era caco para todos os lados.

Por que falar sobre bolinhas de gude em um site de Astronomia? Principalmente pela lembrança que tive ao ver um programa sobre impactos de asteroides desenvolvido e aperfeiçoado pelos pesquisadores Roberto Marcus, H. Jay Melosh e Gareth Collins da Imperial College of London. Inicialmente lançado em 2004, o Earth Impact Effect Program ou Programa de Efeitos de Impactos na Terra era totalmente textual e, após colocar os diversos parâmetros para a colisão de um objeto com a Terra, fornecia como resposta um texto com as consequências do fenômeno.

A versão atual tem uma apresentação gráfica agradável onde podemos escolher os parâmetros de massa, constituição, velocidade e ângulo de incidência do objeto que irá se chocar com o planeta e a composição química do terreno onde ocorrerá o impacto. Além disto, podemos colocar o observador à distância que quisermos para que os efeitos do impacto, como a entrada na atmosfera, a energia do impacto, a formação de cratera, os efeitos sísmicos, etc., possam ser percebidos.
Não é preciso baixar o programa. Ele pode ser usado direto no seu navegador pelo endereço: http://www.purdue.edu/impactearth/

Com a tecnologia é possível saber quais os efeitos de uma possível colisão de um objeto com a Terra. Porém, recomendo que as crianças (e os adultos saudosos) façam esta experiência como antigamente, brincando com bolinhas de gude, de vários tamanhos, cores e composições, deixando o computador e a televisão de lado, pelo menos por algumas horas.