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Asteroide à vista!

 

Por Luís Guilherme Haun – Astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro

 

Fique calmo. Não estou me referindo à queda de algum asteroide na Terra. A NASA, a agência espacial norte-americana, tentará rebocar um asteroide e colocá-lo em uma órbita próxima à da Lua já em 2017, se os recursos necessários forem liberados, claro.

Mas para quê? Não seria perigoso trazermos um objeto desses, que sempre está na mídia levando terror aos humanos, para perto de nós? Neste caso não.

A ideia aqui é enviar uma nave não tripulada até o asteroide em questão e trazê-lo para próximo da Terra, em uma órbita segura, que não traga risco de colisão com o nosso planeta. Uma vez lá poderemos explorá-lo, extrair seus minérios. Além disso, ele servirá para testes de futuras missões tripuladas a outros asteroides ou até a planetas. A primeira missão deste tipo está sendo cogitada para o ano de 2020.

O asteroide ideal teria em torno de 500 toneladas e alguns metros de diâmetro. Ele seria colocado em uma posição estável gravitacionalmente (um dos pontos estáveis em relação à Terra e à Lua, conhecido como ponto lagrangiano). Seria o primeiro passo para a instalação de um posto avançado para viagens mais longas e arriscadas, como Marte, por exemplo. Os minerais extraídos do asteroide poderiam suprir a estação lá estabelecida.

Além disso, a importância na captura de um asteroide, e seu deslocamento, está na tecnologia que poderemos adquirir para evitar o choque destes objetos com a Terra. Sabendo mais sobre estes objetos e conseguindo enviar missões para desviar a sua rota, ou mesmo para capturar os menores, estaremos garantindo mais tempo de vida na Terra.

Se tudo der certo, estaremos modificando o céu. Um passo grandioso para estes pequenos seres que habitam este pequeno planeta chamado Terra!