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Eclipses

Por Fernando Vieira (fernando.vieira@planetario.rio.rj.gov.br) e Luis G. Haun (luis.haun@planetario.rio.rj.gov.br)

Por que Ocorrem Os Eclipses?

Os eclipses ocorrem quando o Sol, a Lua e a Terra estão alinhados. Este alinhamento só acontece em condições especiais, porque a órbita da Lua ao redor da Terra está inclinada aproximadamente cinco graus em relação à órbita da Terra em torno do Sol.

Os eclipses, então, só se dão nos momentos em que a Lua, nas fases cheia e nova, cruza a órbita da Terra. No primeiro caso, temos o eclipse lunar e no segundo, o eclipse solar.

Os desenhos não estão em escala

Eclipses da Lua – Ocorrem quando a Terra bloqueia a luz solar, impedindo que esta atinja nosso satélite. Mesmo na totalidade, ainda podemos ver a Lua que, nesse momento, adquire um tom avermelhado ou alaranjado. Isso se deve aos raios solares, que atingem a atmosfera da Terra e espalham-se, iluminando nosso satélite. Nessa situação, só a luz vermelha consegue atravessar a espessa atmosfera e atingir a Lua.

Eclipses do Sol – Ocorrem quando a Lua passa entre a Terra e o Sol. A Lua e o Sol apresentam quase o mesmo diâmetro angular. Mas como as distâncias entre estes astros e a Terra variam, os seus tamanhos angulares também variam, de modo que ora o Sol é angularmente maior, ora a Lua. Então um eclipse que ocorra no segundo caso, a Lua encobrirá totalmente o disco solar; é o eclipse total. Já no primeiro caso restará, na fase máxima, um pequeno anel; é o eclipse anular.

Nos eclipses totais, o observador tem oportunidade de ver as estrelas mais brilhantes, além de planetas. Contudo, o mais espetacular é a observação da coroa solar, um halo luminoso, em geral não uniforme, que aparece em torno do Sol e alcança temperaturas superiores a um milhão de graus.

Tanto os eclipses solares como os lunares podem ser parciais quando, mesmo na fase de maior encobrimento, resta ainda uma parte não eclipsada.

Os eclipses totais do Sol só são observados em uma pequena faixa. Fora dessa região os eclipses aparecerão, no seu auge, ainda parcialmente. Dependendo da posição do observador, ele pode mesmo não presenciar o eclipse, embora com o Sol acima do horizonte. Já com o eclipse lunar isso não acontece. Como ele ocorre por causa da sombra da Terra, independe da posição do observador; basta que a Lua esteja acima do horizonte para ele ser visível.

A totalidade dos eclipses solares é de no máximo sete minutos; já nos eclipses lunares a totalidade pode durar 1 hora e 40 minutos.

Durante a parcialidade, a observação do Sol só pode ser feita com o uso de filtros apropriados. Sem essa proteção corre-se o risco de ocorrerem danos irreparáveis aos olhos.

O número de eclipses durante um ano pode variar de quatro a sete, incluindo os solares e lunares.

As fotos abaixo foram tiradas pela equipe da Fundação Planetário:

Eclipse Anular – 10/08/1980 – Nioaque/MS
Autores: Fernando Vieira e Rundsthen V. de Nader

   

Esta última lei é um caso particular da lei da gravitação universal de Newton.

Principais Características dos Astros do Sistema Solar


Eclipse Total – 11/07/1991 – Formoso do Araguaia/TO
Autores: Fernando Vieira e Francisco Bolivar Carneiro

   

 

Eclipse Total – 30/06/1992 – Atlântico (lat: 26º 38’S; long: 30º)
Autor: Fernando Vieira

Eclipse Anular – 29/04/1995 – Belém/PA
Autores: Domingos Bulgarelli e Gladys L. Vieira

Eclipse Total – 26/02/1998 – Maracaibo/Venezuela
Autores: Fernando Vieira e Jorge M. dos Santos Junior

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Aspecto do Sol às 13h40min. As múltiplas imagens do Sol foram produzidas por vários orifícios em um anteparo (princípio da câmara escura) – Maracaibo/Venezuela
Autores: Fernando Vieira e Jorge M. dos Santos Junior

Como observar o Sol com segurança


ATENÇÃO: Para a observação do Sol são necessários alguns cuidados. A falta do uso de filtros causa danos irreversíveis aos olhos, podendo chegar à cegueira. Siga, portanto, as orientações abaixo:

A observação direta deve ser feita usando-se proteção para os olhos, como o filtro de soldador número 14.

Somente use binóculos ou telescópios se tiverem filtros apropriados.

Pode-se, também, observá-lo indiretamente como apresentado abaixo.

O nosso astro-rei é muito brilhante e vamos tirar proveito disto para efetuarmos a experiência. Usaremos, para isso, o princípio da “câmara escura”.

Use um pequeno espelho coberto por um papel preto em que foi previamente feito um furo de aproximadamente 4mm (se necessário cole o papel no espelho). Agora, projete a imagem refletida do Sol a uns 5 ou 7 metros de distância em um papel branco fixo em uma parede. Será conveniente apoiar o espelho em algum lugar para se obter uma imagem “imóvel”.

Somente na fase total de um eclipse solar (que neste não será visível do Brasil) é que se pode olhar diretamente para o Sol eclipsado.

Os eclipses lunares podem ser vistos diretamente, sem prejuízo para a visão. Com o auxílio de binóculos, lunetas ou pequenos telescópios, são captadas melhores imagens destes eclipses.

Leitura complementar: Histórias de Eclipses

Os eclipses foram os fenômenos celestes que mais preocupação e angústia trouxeram para as civilizações passadas e, até mesmo hoje, geram grande temor em alguns segmentos menos esclarecidos de nossa sociedade.

O homem da Antiguidade considerava o céu imutável. Quando ocorriam fenômenos como os eclipses ou mesmo a passagem de algum cometa, naturalmente ele julgava que os deuses estavam zangados ou que anunciavam tragédias, como guerra, fome ou a morte de algum rei.

Muitas vezes o eclipse era atribuído à ação de dragões, lobos, porcos ou serpentes que devoravam o Sol ou a Lua. Magos ou bruxos eram, então, convocados para expulsar os “monstros” ou os “maus espíritos”.

Chineses e indianos, temerosos, batiam panelas e faziam muito barulho para afugentar o monstro que, acreditavam, engolia o astro. Os romanos erguiam tochas para o céu, na tentativa de substituir a sua fonte de luz.

A previsão dos eclipses era, portanto, muito importante para os antigos. Diz-se que os chineses, há centenas de anos antes de Cristo, conseguiam calcular os eclipses. Segundo uma lenda, os astrônomos Ho e Hi colocaram em risco o Império por não terem previsto um eclipse. Por esta razão, foram imediatamente executados.

Muitas são as histórias acerca dos eclipses e suas conseqüências. Uma delas conta que, em 584 antes de Cristo, os hídios e os medos, povos que habitavam a Ásia Menor, estavam em guerra quando se deu um eclipse solar. Aqueles povos, supondo que o fenômeno se tratava de um sinal divino, logo buscaram negociar a paz.

Outra registra um episódio ocorrido durante as viagens de Colombo. Em 1504, ele e sua tripulação estavam quase morrendo de fome na Jamaica, porque os indígenas se recusavam a fornecer-lhes comida. Colombo tinha a informação de que ocorreria um eclipse da Lua naquela noite. Ameaçou, então, apagá-la, caso não lhes dessem alimentos. Quando o eclipse se iniciou, os indígenas prontamente atenderam ao pedido.

Os eclipses são, também, bastante úteis aos historiadores, pois, sendo eles registrados com freqüência pelos cronistas, podem servir para fixar a data de importantes fatos. Um bom exemplo para ilustrar esta idéia é a história da descoberta do ano da morte do rei da França, Luís – o Bom, o que, até há algum tempo, ninguém tinha conhecimento. Mas, em relato da época, foi mencionada a ocorrência de um eclipse total do Sol, visto na região algumas semanas antes da morte do monarca. Os astrônomos, então, concluíram que o falecimento ocorrera no ano 840 de nossa era.

Atividade: Construção de Um Simulador de Eclipses

O aparelho descrito a seguir possibilita demonstrar a ocorrência de eclipses solares totais, anulares e parciais. Seu funcionamento é muito simples. No desenho, vê-se o esquema de uma caixa de madeira onde há um furo de uns cinco centímetros que simulará o Sol. Pode-se encobrir o furo com um celofane amarelo; a fonte pode ser uma lâmpada de 25 watts com bulbo fosco. Uma bola de isopor de uns dois ou três centímetros representará a Lua, presa por um prego a um caibro. Aproximando-se ou afastando-se esta ripa do “disco solar”, serão produzidos eclipses anulares ou totais, respectivamente. Observando-se através dos furos (0,5 cm), teremos as diversas fases.