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Crateras de Impacto

Sabemos que a nossa atmosfera serve como um escudo de proteção ao bombardeamento de partículas vindas do espaço. No entanto, esse escudo não é impenetrável. Muitas toneladas de material extraterrestre caem em nossa superfície todos os anos, porém quase a totalidade é de partículas microscópicas. Mas o que aconteceria se um meteoroide muito massivo entrasse em nossa atmosfera? Quais seriam as conseqüências de um choque com a superfície? A alta velocidade de entrada na atmosfera e o tamanho do objeto são decisivos para responder a essas perguntas.

Diante de objetos de grande massa e em altíssimas velocidades, a atmosfera torna-se incapaz de desacelerar eficientemente o corpo. O ponto de retardamento, citado em artigos anteriores, aquele em que o corpo perde toda a sua velocidade cósmica e passa a cair em queda livre, torna-se cada vez mais baixo na atmosfera, ou seja, quanto maior for a velocidade e a massa do objeto, mais próximo da superfície estará o ponto em que a velocidade inicial do corpo terá alguma influência. Até que chega um momento em que esse ponto chega ao solo e o meteoroide choca-se com a superfície, perdendo somente uma pequena parte da sua velocidade cósmica.

A grande energia cinética resultante do corpo se chocando com a superfície produz efeitos diferentes que os apresentados por objetos pequenos em queda livre. No instante do impacto, num tempo muitíssimo curto, uma pequena cratera, do tamanho do meteorito, é criada. A pressão a que o meteorito e as rochas do local da queda estão sujeitos, nesse momento, é enorme, fazendo com que parte do meteorito e da rocha alvo derretam e vaporizem, sendo ejetados para fora da cratera.

Nesse mesmo instante, uma onda de choque é gerada e penetra na superfície radialmente, para baixo e para os lados, comprimindo e empurrando o material imediatamente próximo. Em conseqüência, forma-se a parede da cratera e são expelidas algumas camadas de solo, fazendo com que fiquem em ordem inversa ao restante da região. Nas partes mais profundas da cratera, as rochas têm suas estruturas modificadas num processo de metamorfismo provocado por choque.

Temos como cenário final um astroblema, ou seja, uma cratera de impacto, cujas bordas são compostas por camadas invertidas do solo que se depositaram após serem expulsas pela onda de choque, e uma zona de rochas metamórficas na região central.

O meteorito, como foi parcialmente derretido e ejetado quando ocorreu o retorno da onda de choque, pode ser encontrado, fragmentado, na região externa da cratera.

Várias crateras de impacto são observadas em todos os componentes rochosos do Sistema Solar. A Lua, por não possuir atmosfera, é um alvo fácil para observarmos a presença de crateras. Podemos ver, inclusive, com o auxílio de um pequeno instrumento, as camadas de solo que foram invertidas.

Na Terra encontramos inúmeras crateras de impacto, espalhadas por várias partes do mundo. Devido à erosão provocada pelos mais diferentes fatores, como, por exemplo, chuva, ventos, etc., muitas dessas estruturas foram destruídas. Além disso, a cobertura vegetal pode estar cobrindo algumas destas formações.