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Chuva em Saturno

 

Por Jorge Marcelino – Astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro

 

Desde os anos 80 do século passado, duas perguntas intrigam os astrônomos: O que foi observado era chuva de água no planeta Saturno? Além disso, por que a densidade de elétrons é extraordinariamente baixa em algumas faixas de latitude do planeta? Estas perguntas surgiram pela observação de três faixas escuras no planeta, após as visitas das naves Voyager, que não foram mais estudadas até os últimos anos.

Um trabalho publicado por James O’Donoghue, da Universidade de Leicester, na revista Nature, no início de abril, revelou que Saturno é o primeiro planeta a mostrar uma significativa interação entre os sistemas de anéis e sua atmosfera.

O estudo mostra que a chuva de partículas de água carregada na atmosfera de Saturno é muito maior que o previsto anteriormente e influencia a composição e a temperatura das partes superiores da atmosfera do planeta. As partículas carregadas são produzidas na ionosfera do planeta por um fluxo de partículas carregadas ou pela radiação solar atuando na atmosfera neutra. Ao mapear a emissão de um tipo específico de íon de hidrogênio, os pesquisadores esperavam encontrar um brilho uniforme em infravermelho. Contrariamente a isto, foram observadas faixas claras e escuras que correlacionavam áreas atmosféricas de baixa emissão em infravermelho com porções densas de água nos anéis e áreas com alta emissão com as falhas no mesmo.

A conclusão é que as partículas carregadas dos anéis estão sendo atraídas através das linhas de campo magnético do planeta e neutralizariam os íons de hidrogênio. Isto leva ao escurecimento em determinadas faixas, diferente do esperado, ou seja, um brilho uniforme na atmosfera de Saturno. As sombras apresentadas cobrem uma região desde a latitude de 25 até 55 graus, perfazendo uma área de 30 a 55 por cento da ionosfera do planeta.

Novos trabalhos deverão ser realizados com instrumentos da na nave Cassini que está atualmente estudando a lua Titã para mapear seu campo magnético com o objetivo de confirmar a presença de um oceano e determinar se o interior é sólido ou líquido. Se o leitor tiver interesse, o nome desta missão é Solstício.