Reprodução humana em Marte

 

Se um dia vamos colonizar outros planetas como Marte, teremos que resolver algumas questões simples. Estas questões do dia a dia aqui na Terra não são problema. Por exemplo: a reprodução humana.

Uma viagem a Marte é longa e oferece vários riscos à saúde humana. Dois problemas evidentes são: a ausência de peso por um longo período e a radiação espacial. Parte da radiação pode ser detida por blindagens. A gravidade artificial, produzida por força centrífuga, resultante de compartimentos rotativos, reduz o risco de atrofia muscular.

Mas, ao chegar a Marte,as coisas não melhoram tanto assim. O planeta tem uma gravidade quase que um terço da nossa. Isso torna necessário um cuidado especial contra atrofia e descalcificação. A atmosfera marciana é muito mais rarefeita que a terrestre e isso implica em mais radiação eletromagnética atravessando-a. O campo magnético marciano também não protege a superfície de outro tipo de radiação nociva: partículas subatômicas carregadas.

Tudo isso já é difícil para um organismo adulto enfrentar e imagine este ambiente hostil em relação às células reprodutivas e aos embriões em desenvolvimento. À medida que estas células se multiplicam, ficam mais expostas à radiação. Ao expor material genético do núcleo celular, a possibilidade de mutações aumenta consideravelmente. Por outro lado, a gravidade baixa pode prejudicar a formação muscular de fetos.

Para proteger as futuras gerações marcianas alguns cuidados deverão ser seguidos. Os pais precisarão fazer exames genéticos após longas viagens espaciais. Os abrigos marcianos deverão ser subterrâneos para evitar chuvas de partículas solares. Para contrabalançar a baixa gravidade, suplementos alimentares e exercícios periódicos serão precisos.

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