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Dia do Asteroide

Por Naelton Mendes de Araujo – Astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro

Tunguska, 30 de junho de 1908

Por volta das 7h14min do dia 30 de junho de 1908, horário local, um clarão iluminou o céu. O lugar era uma região remota da Sibéria (Rússia, naquele tempo URSS) chamada Tunguska. Um objeto celeste explodiu sobre o arvoredo. O impacto foi sentido a grandes distâncias. Vários sismógrafos situados a milhares de quilômetros registraram os tremores decorrentes. Dizem que o som dessa explosão foi ouvido em lugares tão distantes quanto na Escócia e na China! Somente duas décadas depois do evento uma expedição científica foi até o local. A expedição encontrou 2000 metros quadrados de árvores caídas. Passou-se a chamar o acontecimento de “Evento de Tunguska”, considerado o maior evento de impacto na Terra registrado na história.

Árvores caídas resultado do impacto de um asteroide em Tunguska (Sibéria, 1908)

O que colidiu alí? Um cometa ou um pequeno asteroide? Ainda há alguma dúvida mas o fato nos mostra claramente que a possibilidade de um impacto celeste não é desprezível.

Em 2013 um meteorito explodiu sobre a cidade de Cheliabinsk (também na Rússia); só com o estrondo sônico feriu 1200 pessoas. Isso prova que a necessidade de conhecer estes corpos e suas trajetórias não é algo puramente acadêmico.

De onde vem os Asteroides?

Apesar de totalizar uma pequena massa, são os corpos mais abundantes em nosso sistema planetário. Rochedos espaciais como estes descrevem órbitas diversas ao redor do Sol, porém a maior parte deles se encontra entre as órbitas de Marte e Júpiter. Chamamos esta região de Cinturão Principal de Asteroides. Entretanto existem os objetos que passam mais perto da Terra, chamados NEOs (Near Earth Objects) que podem oferecer algum risco de impacto. Só recentemente tivemos sondas visitando estes astros; tirando fotos, pousando e até coletando amostras.

Esquerda: Diagrama em escala mostrando o Cinturão Principal. Direita: Asteroide Ceres fotografado pela sonda Dawn

Asteroid Day

A data do evento Tunguska foi escolhida para chamar a atenção para os corpos menores do sistema solar. O Asteroid Day foi lançado em 2014 inspirado pela explosão do meteorito de Chelyabinsk em 2013. Seu grupo idealizador inclui um astronauta, um cineasta e até um rock star, Dr Brian May, que além de astrofísico, também foi guitarrista do grupo Queen. Trata-se de uma campanha de conscientização global. O principal objetivo é aumentar o conhecimento popular sobre os asteroides, seus efeitos na Terra e o que pode ser feito para proteger a Terra de impactos futuros. De acordo com o site Asteroid Day.org, nos primeiros cinco anos, mais de 2.000 eventos participaram de atividades globais em 30 de junho. Vários museus, centros de ciência e planetários em 78 países comemoram esta data todos os anos.

Em resumo, não é apenas um dia para celebrar os asteroides, mas também um dia para aprender sobre eles. É um lembrete de quão pouco sabemos sobre esses objetos no espaço. É hora de refletir sobre os riscos que os asteroides e cometas representam para o nosso planeta e tomar medidas de proteção.

Dr. Brian May e Grigorij Richters: criadores do Dia do Asteroide.

“Asteroides são o único desastre natural que nós sabemos como prevenir. Proteger nosso planeta, nossas famílias e comunidades são o objetivo do Dia do Asteroide… Asteroides nos ensinam sobre as origens da vida, mas também podem afetar o futuro de nossa espécie e vida na Terra”
Grigorij Richters, um dos idealizadores do Asteroid Day