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Vencendo o Ofuscamento Solar

O espectro eletromagnético nos mostra as possibilidades de emissões de radiação eletromagnética que temos na natureza. Uma parte do espectro eletromagnético, chamada faixa do visível, pode ser captada por nossos olhos e é composta por toda a luz que podemos enxergar. Mas uma enorme porção só pode ser captada por equipamentos especiais, como as faixas do ultravioleta, raios-X, microondas etc.

A sonda Voyager, o único objeto construído pelo homem que cruzou os limites do Sistema Solar, captou um tipo de radiação que produz as linhas de Lyman-alfa, que estão na região do ultravioleta do espectro eletromagnético. Essa radiação é gerada por átomos de hidrogênio, o elemento químico mais abundante do Universo, e está associada a regiões de formação estelar. Elas já foram observadas em galáxias distantes, mas, agora, nossa distante e solitária viajante espacial Voyager nos mostra essa emissão sendo captada aqui dentro da Via Láctea.

Se você mora em uma cidade grande, ou já visitou alguma, deve ter percebido que o fundo do céu noturno não é totalmente negro nessas regiões, como na noite do campo. O céu da cidade é mais claro porque as luzes iluminam poeira na atmosfera e nos impede de ver nebulosas, cometas e estrelas pouco brilhantes. Da mesma forma, o hidrogênio presente na atmosfera do Sol produz um efeito de ofuscamento que nos impedia de observar essas linhas produzidas aqui por perto.

As sondas Voyager, lançadas no fim da década de 1970, são verdadeiros tesouros tecnológicos. Além de estarem fazendo muito mais do que aquilo para o quê foram planejadas, estudar os planetas exteriores, elas são um sinal humano sendo levado cada vez mais distante no espaço. Bem mais distante que as pegadas que já deixamos na Lua.