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Tugunska: 90 Anos de Um Mistério

Uma detonação nuclear, um buraco negro, um punhado de anti-matéria ou a ira de Ogdy, o deus do fogo. Estas foram algumas das mais improváveis teorias para explicar a grande explosão ocorrida em Tunguska, Sibéria, na manhã do dia 30 de junho de 1908.

Com uma potência 2.000 vezes maior que a bomba de Hiroshima, no Japão, o bólido deixou um rastro de destruição com cerca de 1.000 quilômetros quadrados de floresta queimados. Ao redor, árvores foram derrubadas totalizando 2.150 quilômetros quadrados de devastação.

A explosão ocorreu a uma altitude de 7,6 quilômetros e estima-se que sua massa era de 100.000 toneladas. Visível por vários povos, o fenômeno mudou a cor do céu por ocasião do nascer e do pôr do Sol, como ocorre quando um vulcão entra em erupção, deixando o céu avermelhado.

Erradamente alguns cientistas anunciaram que o fenômeno foi provocado por uma tempestade solar, causando distúrbios elétricos na atmosfera. A poeira suspensa na atmosfera criou halos em torno do Sol. Sismógrafos registraram tremores mesmo em regiões a 4.000 quilômetros de distância. Ondas de choque, na forma de ventos, provenientes da explosão, deram duas voltas ao redor da Terra. No leste da Sibéria e na Ásia Central foi possível ler um jornal à noite.

Somente em 1927, 19 anos após a ocorrência do fenômeno, a primeira expedição científica chegou ao local. A área que sofreu com a explosão foi toda mapeada e nenhum vestígio físico de algum objeto foi encontrado.

No total foram feitas 34 expedições à região de Tunguska. Nenhuma delas forneceu uma conclusão sobre que objeto foi aquele. Dúvidas ainda pairam sobre sua natureza. O mais provável é que tenha sido um cometa ou um asteróide.

O estudo da matéria impregnada nas árvores revelou a presença de cálcio, silicatos, ferro, níquel, dentre outros elementos. Esses compostos químicos estão presentes em alguns asteróides favorecendo esta teoria. Mas será que não restou nenhum fragmento? Para colocar ainda mais em dúvida esta teoria, foram encontradas altas concentrações de elementos voláteis, característicos de cometas. A questão ainda está longe de ter um desfecho.

Tunguska foi o único evento de “colisão” da Terra com um objeto celeste de grandes dimensões na história do homem civilizado. Certamente não foi o único na história da Terra, nem será o último. Só torcemos para que demore algum tempo.

Referência
Sky & Telescope, junho de 1994, p.38.