Telescópio Gigante e o Brasil

 

Estupendo! Extraordinário! Assombroso! Magnífico! Portentoso! Quantos são os adjetivos que devo utilizar para um telescópio de proporções que supera em muito os atuais e cujos resultados levarão a Astronomia a outro patamar? E o melhor disto é que os pesquisadores brasileiros poderão ter acesso.

 

É isto mesmo, meu caro leitor, parece incrível, mas existe uma enorme possibilidade do Brasil fazer parte do consórcio – atualmente conta com instituições de nove países – que irá administrar e utilizar este gigante instrumento.

 

Um workshop de apresentação do projeto foi realizado na semana passada para pesquisadores brasileiros e administradores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Esta instituição está avaliando a possibilidade de aplicar 115 milhões de reais, ou 50 milhões de dólares, para uma participação de 5% nos custos do projeto.

 

Denominado Giant Magellan Tellescope (GMT), este telescópio terá sete espelhos de 8,4 metros de diâmetro que, combinados, equivalem a um de 25 metros de diâmetro, e uma resolução dez vezes superior a do telescópio Hubble, em órbita da Terra. O GMT será instalado no Chile, mais precisamente no Deserto do Atacama, no Observatório Las Campanas.

 

Com este investimento, os pesquisadores patrocinados pela Fapesp poderão ter acesso a um instrumento de ponta, possibilitando estar na vanguarda das pesquisas astronômicas.

 

Este é apenas um dos gigantescos telescópios em fase de projeto. O Brasil assinou um acordo para a entrada no consórcio do Observatório Europeu do Sul (ESO) que tem o projeto do E-ELT ou Telescópio Extremamente Grande, de 39 metros, mas, devido a entraves burocráticos, ainda não foi apreciado pelo Senado Federal.

 

Esperamos que este consórcio não tenha o mesmo fim da participação do Brasil na construção e utilização da Estação Espacial Internacional que fez 15 anos ontem (20 de novembro de 2013).

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