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Vênus Misterioso

No dia 24, terça-feira, o planeta Vênus estava em sua elongação máxima. O que isso significa? Como Vênus está em uma órbita interior à órbita terrestre ele sempre está muito próximo ao Sol: ou à tarde ou pela manhã. Dia 28 Vênus fica bem do lado do crescente lunar. É fácil identificar Vênus no céu: é o astro mais brilhante do céu depois do Sol e da Lua.

O planeta é acompanhado pela humanidade desde que alguém começou a notar a diferença do movimento de cinco dos astros mais brilhantes do céu. As estrelas pareciam estar fixas, umas em relação às outras, permitindo formar desenhos imaginários: as constelações. Já os planetas se moviam de forma complicada através da faixa do zodíaco. Pela proximidade de Vênus com o Sol muitos povos pensaram ser dois planetas diferentes: um vespertino e outro matutino. Os gregos chamavam de Fosforus e Hesperus; os romanos de Lúcifer e Vésper; já os egípcios chamavam de Tioumoutiri e Ouaiti . Os maias acompanharam e registraram os movimentos venusianos e os usaram em seus calendários.

Com a invenção do telescópio, Vênus se mostrou ainda mais misterioso. Galileu identificou suas fases em 1610. Em 1761, durante um trânsito (quando o planeta cruza o disco solar visto da Terra), Mikhail Lomonosov descobriu evidências da existência de atmosfera.

Mais de 40 sondas foram enviadas a este planeta desde a década de 1960. Algumas sobrevoaram, outras colidiram, outras lançaram sondas atmosféricas e poucas pousaram em sua superfície. Algumas falharam, mas as que nos enviaram dados nos ajudaram muito a compreender mais sobre este misterioso vizinho. A sonda Magellan, por exemplo, mapeou a sua superfície usando radar pois as nuvens de Vênus encobrem tudo.

Vênus tem quase a mesma massa e o mesmo tamanho da Terra, o que faz com que sua gravidade seja praticamente a igual a nosso planeta. Por outro lado, a pressão da atmosfera marciana é enorme, capaz de nos esmagar se estivéssemos em sua superfície. Isso acontece devido à composição química da atmosfera venusiana. O principal componente é o dióxido de carbono (CO2); quase 97% da atmosfera. Isto torna a atmosfera mais densa e mais opaca à radiação infravermelha. A luz solar penetra nas camadas gasosas, aquece a superfície, se torna infravermelha (forma de propagar calor por radiação) e esta radiação fica presa no planeta através do que se usou chamar de efeito estufa. Em decorrência disso, Vênus é o planeta mais quente do Sistema Solar, mesmo estando mais longe do Sol que Mercúrio (que não tem atmosfera).

Mas a atmosfera venusiana não é só densa e quente. Ela gira muito mais rápido que o planeta em seu movimento de rotação. Vênus, este estranho, gira ao contrário dos demais planetas e faz isso muito lentamente: mais de 200 dias terrestre pra dar uma volta. Mas a atmosfera gira no sentido oposto, em torno de quatro dias terrestres. Isto gera ventos que podem atingir 300km/h ou mais, compatíveis com os furacões da Terra. Este fenômeno, chamado de super-rotação, tem intrigado pesquisadores que hoje geram modelos de computador para simular o que está acontecendo no planeta. Este modelos levam em consideração não só a densidade e a temperatura dos gases, mas sua viscosidade e o transporte de calor nas diversas latitudes venusianas.

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Coluna do Astrônomo

Lua e Vênus no céu

 

Fotografia tirada pelo Astrônomo Fernando Vieira. Dá para ver crateras na Lua.

 

No domingo, dia 8 de setembro de 2013, foi possível observar uma configuração bem interessante no céu. E não foi apenas aqui no Rio, mas no Brasil inteiro. A Lua, no seu rápido movimento ao redor da Terra – completando uma volta em aproximadamente 27 dias -, move-se entre as estrelas e os planetas de forma visível. E isso pode ser visto neste dia 8. Quem observou o céu, no início da noite pode ver a Lua se aproximando de Vênus e, depois, quase se “tocarem”. Nas imagens a seguir, feitas pelos astrônomos do Planetário, com câmeras caseiras, mostram dois momentos.

 

Fotografia tirada pelo Astrônomo Luís Guilherme Haun de um celular.

 

No dia seguinte, 9 de setembro, a Lua já havia se deslocado bastante, se afastando de Vênus e se aproximando de Saturno. Como o celular não tinha resolução suficiente, não foi possível capturar o planeta Saturno, pois seu brilho não é tão intenso, mas foram feitas algumas imagens em que aparecem a Lua e Vênus bem mais distantes, como esta a seguir.

 

Fotografia tirada pelo Astrônomo Luís Guilherme Haun de um celular.

 

No fim deste mês, em 28 de setembro, teremos outra configuração interessante. A Lua ficará próxima ao planeta Júpiter, desta vez de madrugada – a partir das 2h. Neste dia deve-se olhar para o lado do nascer do Sol. Veja uma simulação de como estará o céu às 3h, com os dois astros citados e, acima deles, a constelação de Órion com as Três Marias. Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno, está à direita desta imagem (seguindo as Três Marias) na constelação do Cão Maior, e a estrela avermelhada à esquerda (neste mesmo alinhamento) é Aldebaran, na constelação do Touro.

 

Crédito: The Sky