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Coluna do Astrônomo

O Deus dos Deuses Chegando

Talvez você já tenha reparado um astro bem brilhante aparecendo ao Leste no início das noites. Mostra um brilho bem mais intenso que todas as estrelas naquela região. trata-se do planeta Júpiter, um dos objetos mais interessantes de se observar com um telescópio.

A carta Celeste mostra o céu do Rio de Janeiro para essa quarta, 12 de junho de 2019, às 19h no horário local.

Carta Celeste do Rio de Janeiro, 12 de Junho de 2019, às 19h, hora local.

Júpiter está na constelação do Ofiúco, ou Serpentário. Com um telescópio de médio porte é possível observar seus quatro maiores satélites: Io, Calisto, Ganimedes e Europa, conhecidos como satélites galileanos.

Essa é uma observação que possui um especial interesse histórico, pois foi observando esses satélites que Galileu viu, pela primeira vez, objetos girando não em torno da Terra, mas em torno de outro planeta. Isso foi um capítulo importante em nossa saga para obter o conhecimento sobre a Terra não ser o centro do Universo.

Nessa semana, teremos a Lua bastante brilhante e próxima a Júpiter no céu, o que atrapalha um pouco sua observação. Céu enluarado é bom para ser visto sem instrumentos, pois a própria Lua não fica bem no telescópio quando está muito iluminada.

Algumas pessoas também conseguem ver em Júpiter nuances que indicam as faixas coloridas de sua atmosfera. Note que ao telescópio, observando-se diretamente com os olhos, sem tirar uma fotografia, nenhum objeto aparece muito colorido. Mas ainda assim é possível ver as faixas coloridas e até a grande mancha vermelha se estiver voltada para a Terra no momento da observação.

Bons Céus!

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Aposentadoria do Telescópio Espacial Kepler

Esta semana marcou o fim de uma das missões mais bem sucedidas da NASA. Após quase 10 anos de operação, o combustível do Telescópio Espacial Kepler chegou ao fim. Os 692 milhões de dólares investidos na construção e lançamento do telescópio viabilizaram a descoberta de 2.681 planetas extrassolares e outros 2.899 candidatos. 

Construção do Telescópio Kepler. Crédito: NASA/Troy Cryder

Antes do telescópio Kepler, simplesmente não sabíamos se os planetas eram comuns ou raros em nossa Galáxia. Nesse sentido, os resultados obtidos pelo telescópio Kepler são impressionantes, pois permitem estimar que, em nossa Galáxia, os planetas são mais comuns do que as estrelas. São bilhões de planetas rochosos como a Terra, e que estão orbitando suas estrelas na chamada zona de habitabilidade (onde água poderia existir na forma líquida).

Ilustração do Telescópio Espacial Kepler em órbita. Crédito: NASA.

Graças ao Kepler, temos uma visão muito mais completa sobre a estatística de planetas em nossa Galáxia e, por que não, bem mais otimista sobre a possibilidade de existência de vida extraterrestre. Valeu Kepler!

 

 

 
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Telescópio Espacial Hubble em apuros

São quase três décadas de operação do telescópio espacial Hubble da NASA (Hubble Space Telescope – HST). Neste período, o maior telescópio em órbita tem revelado imagens surpreendentes do Universo. Ele passou por alguns problemas desde que foi lançado em 1990. Defeitos no espelho obrigaram os técnicos a colocar uma espécie de óculos corretor, em 1993. Mais quatro missões foram enviadas ao HST para trocar painéis solares, sensores, câmeras e computadores de bordo. No último fim de semana, o Hubble entrou em modo de segurança, isto é, parou de funcionar normalmente. Seus giroscópios pararam de funcionar.

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Seu primeiro telescópio

Sempre que alguém se inicia na observação do céu e pede sugestão de instrumento, nós astrônomos (amadores e profissionais) sugerimos começar com um binóculo de pequeno aumento e um mapa celeste. Uma boa especificação de binóculo inicial seria 7×50, onde o primeiro número indica o aumento (7x) e o segundo número o tamanho da objetiva (50mm de diâmetro).