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Pulsar: a morte de uma estrela

 

A teoria da evolução estelar nos revela estranhos e fantásticos objetos. E o mais espetacular deles talvez seja a explosão de uma estrela: uma supernova. Isso ocorre com as estrelas que foram formadas com pelo menos mais de 10 vezes a massa do Sol.

As estrelas são verdadeiras “fornalhas” que fabricam os elementos químicos que conhecemos e que fazem parte de todos nós. Como exemplo, temos o cálcio dos nossos ossos, o ferro do nosso sangue etc.

Mas as estrelas têm um prazo de validade. Quando chegam a produzir o elemento ferro, elas não conseguem mais produzir energia a partir dele. Assim, o seu núcleo contrai em frações de segundo e o material imediatamente acima deste núcleo de ferro desaba sobre ele, sendo violentamente repelido. Dá-se a explosão.

Este evento é tão violento que as supernovas podem ser vistas em galáxias distantes. Energia equivalente a milhões de sóis é liberada em instantes.

Mas resta um núcleo que pode ser uma estrela de nêutrons. Ela terá um tamanho de uma grande cidade, como a do Rio de Janeiro, e uma massa de pelo menos 1,4 vezes a do Sol. Portanto, sua densidade é altíssima e sua velocidade de rotação também, como consequência da conservação do momento angular.

Essa estrela de nêutrons libera energia pelos seus polos magnéticos e, se estiverem voltados para a Terra, podemos observá-la como um farol que orienta navios. Pulsos em intervalos precisos são enviados e podemos detectá-los em ondas de rádio, principalmente. São os pulsares.

Mas não é só em rádio que podemos observar os pulsares. Alguns são vistos, literalmente, como é o caso do objeto que está no centro da nebulosa do Caranguejo, registrada em 1.054 por vários povos ao redor do mundo.

Mais recentemente, com a ajuda do telescópio Fermi (em homenagem ao grande físico Enrico Fermi – Prêmio Nobel em 1938), estamos descobrindo pulsares que brilham muito no comprimento de raios gama. E nesta janela de observação os pulsares que giram em torno de si em milissegundos estão se destacando.

O pulsar J1823-3021A gira 11.100 vezes por minuto, ou seja, completa uma rotação a cada 5,44 milissegundos. Pensava-se que a emissão observada no aglomerado a que ele pertence era proveniente de vários pulsares. Mas o estudo mostrou que  apenas este pulsar parece responder por toda a emissão de raios gama observada.

Essa descoberta pode ser fundamental para termos uma visão mais clara da formação destes enigmáticos objetos.