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Prevenção de catástrofes celestes

 

Por Paulo Cesar Pereira – Astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro

 

Já se passaram três meses desde a ocorrência impressionante do meteoro que se partiu sobre os céus de Chelyabinsky, Rússia. Na ocasião, todo o planeta ficou perplexo diante do “show” de imagens que se espalharam pela rede mundial. O enorme rastro deixado no céu foi o único vestígio agradável da passagem, que causou diversos transtornos aos moradores da região, embora felizmente, sem vítimas fatais.

O evento trouxe à discussão um tema que normalmente só ouvimos falar nos filmes de ficção científica catastróficos: estamos preparados para um eventual impacto na Terra? A preocupação é pertinente, principalmente se levarmos em consideração que, por hora, nenhuma das “soluções” oferecidas nos filmes parece ser de simples execução. Até porque, muitos (talvez a maioria) desses corpos são muito pequenos para serem percebidos por telescópios. Para esclarecer um pouco essa história de “pequeno”: estima-se que o meteoro que causou aquele alvoroço na Rússia tinha algo em torno de 20m e liberou o equivalente a 30 bombas atômicas como a de Hiroshima. Isso é considerado pequeno, mesmo para os maiores telescópios do planeta. Ou seja, quando a gente percebeu, ele já estava perto demais para tomarmos alguma atitude defensiva.

O certo é que, por hora, o melhor que podemos fazer é tentar prever, com a maior antecedência possível, a entrada destes corpos em nossa atmosfera e, com isso, emitir avisos. Nesse sentido, ontem, a Agência Espacial Europeia inaugurou uma espécie de central de alerta de impactos da União Europeia, que emitirá avisos sempre que algum objeto potencialmente perigoso para a região for detectado.

 

Estima-se que em torno de 600.000 asteroides e cometas orbitem o Sol, e que cerca de 10.000 destes sejam objetos potencialmente perigosos, pela proximidade e tamanho.