Usamos cookies em nosso site para lhe dar a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e repetindo visitas. Ao clicar em "Aceitar tudo", você concorda com o uso de TODOS os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações de cookies" para fornecer um consentimento controlado.

Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para melhorar sua experiência enquanto você navega pelo site. Destes, os cookies categorizados conforme necessário são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. T...

Sempre ativado

Os cookies necessários são absolutamente essenciais para que o site funcione corretamente. Esta categoria inclui apenas cookies que garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.

Quaisquer cookies que podem não ser particularmente necessários para o funcionamento do site e são usados especificamente para coletar dados pessoais do usuário através de análises, anúncios, outros conteúdos incorporados são denominados como cookies não necessários. É obrigatório obter o consentimento do usuário antes de executar esses cookies em seu site.

Planeta sem futuro

 

Para quem não está acostumado com a nomenclatura em Astronomia, Kepler 78b pode parecer um nome estranho para um planeta. Foi descoberto pelo satélite astronômico Kepler, razão do nome do planeta. Entretanto, algumas de suas características são bem mais estranhas, tornando-o um alvo atraente de estudo.

 

Kepler 78b está localizado na constelação do Cisne e dista 400 anos-luz. Seu tamanho, apenas um pouco maior que o da Terra, faz com que seja o planeta extrassolar, descoberto de forma direta (por reflexão da luz da estrela central), mais parecido com o nosso planeta.

 

Sua órbita é bem mais extraordinária: ele está 40 vezes mais próximo da estrela central do que Mercúrio está do Sol, por exemplo. Note-se que Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. O raio orbital de Kepler 78b é apenas três vezes o raio da estrela central. Estando tão próximo da fonte de calor, a temperatura pode passar dos 3000°C, tornando-o inabitável (até a rocha fica líquida nessa temperatura).

 

O curioso é que, segundo os modelos de formação de planetas, Kepler 78b não poderia ser formado numa órbita tão pequena. É atualmente um enigma para os especialistas, que acreditam que o planeta será dragado gravitacionalmente pela estrela central em até 3 bilhões de anos.

 

A pequena órbita de Kepler 78b produz outra curiosidade: o planeta dá uma volta ao redor da estrela central em apenas 8 horas e meia. Ou seja, em um dia na Terra, se passam dois “réveillons” no planeta. Motivos para comemorar, nesse caso, não existem, pois cada ano que passa, para o planeta, o aproxima da destruição inevitável.