O Delfim

Ptolomeu escreveu sobre ela em seu famoso livro, o Almagesto, no século 2. Apesar de não possuir estrelas muito brilhantes, elas não são difíceis de identificar, porque estão bem juntas e seu formato é inconfundível: parecem um pequeno losango com um “rabinho”. É no começo das noites da primavera que podemos observá-lo bem alto no céu, vizinho às constelações da Águia, da Flecha, da Raposa, do Pégaso, do Cavalo Menor e do Aquário.

As cinco estrelas que formam o losango e seu “rabinho” eram conhecidas como o Caixão de Job, mas somente algumas têm nomes próprios. A mais brilhante se chama Sualocin (significa Nicolaus de trás pra frente). Outra que também tem nome se chama Rotanev (Venator de trás pra frente). Esses nomes são em homenagem ao astrônomo italiano Nicolaus Venator, diretor do Observatório de Palermo, em 1817. Deneb Dulfin (cauda do golfinho), é a ultima que também tem nome.

Duas lendas eram contadas com esta constelação. A primeira dizia que o golfinho foi enviado por Poseidon, deus dos mares, para procurar e convencer a ninfa Anfitrite, que havia se escondido nas profundezas do oceano, a voltar para ele. Como o golfinho conseguiu convencê-la a voltar, Poseidon, em eterna gratidão, o colocou nos céus em forma de constelação.

A segunda lenda fala de um poeta grego chamado Arion, que viveu no século sete antes de Cristo. Arion era músico da corte do rei Periandro de Corinto, na Grécia antiga, e se tornou rico e famoso em suas viagem pela Itália. Um dia o músico e poeta resolver voltar para sua cidade natal, na ilha de Lesbos, e pegou um barco para lá. Porém, a tripulação quis jogá-lo no mar para ficar com toda sua fortuna. Arion pediu, então, como último desejo, dedicar uma canção ao deus Apolo. Sua voz acabou por encantar o deus, que enviou um golfinho para salvá-lo ao ser atirado no mar. O golfinho pode levá-lo de volta a Corinto, mas acabou morrendo. Arion contou sua história ao rei, que ordenou que toda a tripulação fosse presa, e, em homenagem ao golfinho, mandou erguer um monumento. Para tornar o golfinho imortal, Apolo levou ele para o céu e o transformou em constelação.

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