Naves mais rápidas que a luz

Quem é fã, como eu, da série televisiva Jornada nas Estrelas (Star Trek, 1966) conhece o termo dobra espacial (space warp). É esse o meio de propulsão mais rápido que a luz das naves futurísticas da franquia Star Trek em todas as séries e longas-metragens. A ilustração acima é uma representação artística de uma nave hipotética denominada IXS Enterprise pela NASA. O nome e a semelhança têm um bom motivo. A IXS seria baseada em teorias físicas tão ousadas quanto da ficção. É possível que naves como esta podem se tornar reais num futuro indeterminado.

Em 1994, o físico mexicano Miguel Alcubierre publicou na reconhecida revista Classical and Quantum Gravity um artigo onde desenvolve uma teoria baseada em formulações relativísticas. A tal teoria sugere algo que se assemelha muito com a ideia de dobra espacial. Em termos simplificados, se produzíssemos uma “bolha de dobra” ao redor de uma nave poderíamos movê-la mais rápido que a luz através de contração do espaço à sua frente e da expansão do espaço atrás. A hipótese foi discutida seriamente por físicos nos últimos dez anos por apresentar algumas dificuldades sérias. Muitos físicos afirmam que a dita propulsão Alcubierre viola alguns conceitos aceitos em física contemporânea e exige a existência e a manipulação de algum tipo de matéria exótica. Mesmo que a teoria seja factível, torná-la prática esbarra em limitações quase intransponíveis.

A proposta seria usar um ou dois anéis ao redor da espaçonave para gerar a tal bolha de dobra. Esta disposição é muito parecida com o design de algumas naves do universo de Jornada nas Estrelas. A XCV330 Enterprise (ver figura acima) é uma das naves criadas pelos designers para representar uma das primeiras naves mais rápidas que a luz feita pelos terrestres do universo ficcional de Star Trek.
Outro exemplo deste design anelado se vê na série Enterprise (2001) nas naves vulcanas (ver figura abaixo). É bem provável que os artistas se inspiraram em ideias semelhantes ao de Alcubierre, que, por sua vez, também se inspirou na ficção científica.
 

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