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Explicando Tempestades Solares em cinco perguntas

As agências espaciais registraram, nesta semana, a maior explosão solar dos últimos cinco anos. As partículas provenientes dessa tempestade atingiu a Terra na última quinta-feira. O astrônomo da Fundação Planetário, Paulo César Pereira, explica quais as implicações que isso tem para a vida na Terra.

Quais são os impactos significativos destas tempestades solares para a Terra e para a Humanidade?

Paulo – Basicamente as tempestades solares são formadas por elétrons e núcleos de átomos, ou seja, partículas carregadas eletricamente, com capacidade de interagir com outras cargas elétricas. Nossa sociedade tecnológica depende totalmente da energia elétrica e, portanto, é vulnerável. Mesmo assim, são casos raros e que acontecem mais frequentemente em altas latitudes (perto dos polos magnéticos da Terra). Por exemplo, o último grande problema causado pelo Sol, foi um blackout em toda a cidade de Quebec, no Canadá, e em algumas cidades americanas, em 13 de março em 1989. Uma explosão solar ocorrida três dias antes foi a causadora. Felizmente, explosões solares como essa são muito raras. Os componentes elétricos dos satélites ficam também vulneráveis nesses casos.

Diminuiu o espaço entre estas explosões?

Paulo – Sim, e o motivo é simples. O Sol passa por um ciclo de atividade cujo período é de aproximadamente 11 anos. Estamos perto do máximo do ciclo atual e, à medida que isso acontece, o intervalo entre explosões vai diminuindo. Naturalmente, após atingir o máximo (o que acontecerá nos próximos meses), o Sol ficará gradativamente menos ativo ao longo dos anos seguintes e o intervalo entre explosões irá aumentar ao longo dos anos. Naturalmente, daqui a uns seis anos, o Sol iniciará um novo ciclo de alta, e os intervalos voltarão a diminuir.

Aumenta a incidência de raios solares na Terra?

Paulo – Não. Aumenta a quantidade de partículas que atingem a Terra (elétrons e núcleos de átomos, basicamente).

Temos que tomar alguma precaução?

Paulo – O moradores do planeta não têm com o que se preocupar.

Essa tempestade afeta satélites. Vamos ficar reféns, em algum momento, das intempéries astronômicas?

Paulo – Na verdade, os possíveis danos aos satélites são vários. Diminuição ou perda da capacidade de transmissão de dados é possível. Porém, nenhum dano é previsível. O mais provável é a diminuição da vida útil dos satélites.