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Estrelas Extremófilas Estremecem Estruturas do Estudo de Evolução Estelar

 

Repita o título desse post dez vezes sem enrolar a língua.

Astrônomos do projeto GALEX (do inglês, Galaxy Evolution Explorer), descobriram estrelas se formando em regiões de baixa concentração de gás, onde pensávamos que não seria possível haver formação estelar.

Nosso conhecimento de evolução estelar parece muito bom. Identificamos com facilidade regiões de intensa formação estelar e eventos que produzem os starbursts, ou surtos de formação estelar.

Observamos estrelas em formação nos discos de galáxias espirais, onde também encontramos grande quantidade de gás e poeira, ingredientes necessários para se produzir estrelas. Fora do disco, no halo, encontramos estrelas antigas, o que indica que ali, não há formação estelar. Galáxias elípticas são pobres em gás e possuem estrelas antigas, o que nos indica que essas galáxias já produziram estrelas com seu gás original e não mais produzem estrelas na época atual.

Entretanto…

O GALEX é um telescópio espacial que enxerga no ultravioleta em uma faixa bastante relacionada a estrelas em estágios iniciais de sua formação. Esse telescópio observou estrelas jovens em locais pouco, ou nada prováveis, como em gás perdido por galáxias e nebulosas pouco massivas para se esperar formação estelar. Uma estrela se formando no gás que foi retirado de uma galáxia, além de ser uma estrela se formando em uma região de muito baixa concentração de gás, é também uma estrela se formando fora de uma galáxia!

Existe um parâmetro, chamado Massa de Jeans, que utilizamos para verificar se a pressão interna de uma região de gás é suficiente para impedir o colapso gravitacional ou não. Se a Massa de Jeans indicar que o colapso é possível, essa região pode ser uma região de formação estelar. Talvez, essas novas observações de estrelas extremófilas nos leve a rever os termos com que calculamos a Massa de Jeans.

O termo “extremófilas”, que está sendo utilizado para se referir a essas estrelas, foi tomado emprestado da biologia, que o utiliza para fazer referência a organismos encontrados em regiões onde não seria possível a vida para a maioria dos outros organismos, como em regiões submarinas sob alta pressão, ou ambientes muito ácidos com pH por volta de 2.0 ou ainda mais ácido.

Acho que nem mesmo um extremófilo “esquisito” consegue ler o titulo desse post rápido e mais de dez vezes sem enrolar a língua…

Leia mais aqui (em inglês): http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2011/07nov_stellarextremophiles/