Usamos cookies em nosso site para lhe dar a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e repetindo visitas. Ao clicar em "Aceitar tudo", você concorda com o uso de TODOS os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações de cookies" para fornecer um consentimento controlado.

Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para melhorar sua experiência enquanto você navega pelo site. Destes, os cookies categorizados conforme necessário são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. T...

Sempre ativado

Os cookies necessários são absolutamente essenciais para que o site funcione corretamente. Esta categoria inclui apenas cookies que garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.

Quaisquer cookies que podem não ser particularmente necessários para o funcionamento do site e são usados especificamente para coletar dados pessoais do usuário através de análises, anúncios, outros conteúdos incorporados são denominados como cookies não necessários. É obrigatório obter o consentimento do usuário antes de executar esses cookies em seu site.

Eclipse Total da Lua

Durante a madrugada de 15 para 16 de maio acontecerá um eclipse total da Lua. É um dos fenômenos astronômicos que mais despertam nosso imaginário, tanto pela beleza, como pela compreensão de que fazemos parte de algo grandioso. Povos da antiguidade tendiam a enxergar o fenômeno com um misto de espanto e temor.

Na China antiga, os eclipses solares e lunares eram considerados presságios sobre o futuro do imperador. Acreditava-se que durante os eclipses um dragão celestial devorava o Sol ou a Lua. As pessoas saiam para as ruas batendo tambores e panelas para espantar o dragão.

Crédito: MET Museum

Durante o eclipse lunar a Terra está posicionada entre o Sol e a Lua, de forma que a sombra da Terra é projetada sobre a superfície da Lua. Se a Lua fica totalmente na umbra da Terra, o eclipse é total. Se apenas uma parte da Lua passa pela umbra, o eclipse é parcial. Se a Lua passa somente pela penumbra, o eclipse é penumbral, ocasião de pouco interesse para o público em geral, uma vez que durante o eclipse penumbral o brilho da Lua praticamente não muda. Para nossa sorte, temos um eclipse total da Lua pela frente!

Crédito: NASA

Durante o ápice do eclipse, ou seja, na totalidade, a Lua apresenta uma tonalidade tênue e pode ficar ligeiramente avermelhada, o que costuma encantar quem está observando. O fenômeno, que no meio popular é conhecido por “Lua de Sangue”, acontece porque uma parte da luz do Sol sofre refração ao atravessar a atmosfera de nosso planeta, atingindo em seguida a Lua. A atmosfera da Terra espalha e absorve com mais intensidade a radiação azulada, deixando passar a componente vermelha.

Eclipse lunar em 15 de maio de 2003. Crédito: Loyd Overcash.
Por que a Lua fica vermelha durante um eclipse lunar total? Crédito: timeanddate.com

A duração máxima de um eclipse lunar é de 3,8 horas, e a duração da fase total é sempre menor que 1,7 hora. Ao contrário do eclipse do Sol, que só é visível numa pequena região do planeta, o eclipse da Lua pode ser visto em todos os lugares onde ela já tenha surgido no horizonte (metade do planeta). Em um ano acontecem no mínimo 2 eclipses, sendo os dois solares, e no máximo sete, sendo cinco solares e dois lunares ou quatro solares e três lunares.

Sequência de fotografias do eclipse lunar quase total de 19 de novembro de 2021, obtidas a cada cinco minutos. Perceba como a sequência define muito bem a sombra da Terra (umbra). Crédito: Zoltan Levay.

O eclipse da Lua é um daqueles fenômenos astronômicos que podem facilmente ser acompanhados sem uso de instrumentos. Se você quiser acompanhar o próximo eclipse total da Lua, preste atenção nos horários das fases principais do eclipse (hora de Brasília):

Início do eclipse (a Lua começa a ser “mordida”) – 23h27min (15/05/2022)

Início da totalidade – 0h29min (16/05/2022)

Ápice do eclipse (Lua pode estar levemente avermelhada) – 1h11min

Fim da totalidade – 1h53min

Fim do eclipse – 2h55min

Se o clima ajudar o eclipse poderá ser visto em todo o Brasil.

Autor: Paulo Pereira