Alexei Leonov


Alexei Leonov: pioneiro do espaço.

Alexei Arkhipovich Leonov nasceu em 30 de Maio de 1934 e faleceu dia 11 de Outubro último. Ele foi um piloto e general da antiga Força Aérea soviética, escritor, artista e cosmonauta.

É dele a primeira atividade extra-veicular, ou caminhada espacial: quando o cosmo/taiko/astronauta sai da segurança de sua nave e se expõe aos rigores do espaço, com seu traje espacial selado. Sem a tecnologia desenvolvida mais tarde que oferecia a possibilidade de propulsão, somente um cabo umbilical o conectava à cápsula Voskhod-2. Isso foi executado em 18 de março de 1965.


“Sobre o Mar Negro”

Nos 1960s, a ficção científica já era gênero estabelecido, e com a corrida espacial, era como se seus escritores antecipassem o futuro em alguns poucos anos: Gagarin havia ido ao espaço em 1957 e agora as duas superpotências competiam por feitos no espaço exterior. Até o fim da década, a Lua seria visitada e “2001 – Uma Odisseia no Espaço” estaria publicado e filmado, e a todos era óbvio que Marte seria alcançado pela Humanidade em coisa de dez anos, se tanto.


“Dentro de Uma Cratera Marciana”

O gênero também se diversificava nessa década, com a entrada de temáticas ligadas às ciências humanas e sociais em campo. Em 1965, Phillip K. Dick tinha seu “Os Três Estigmas de Palmer Eldritch” publicado, Harry Harrison publicava a sátira à Guerra do Vietnã “Bill, o Herói Galáctico”, e um dos marcos do gênero como um todo, falando de política, religião e civilização também era lançado: “Duna”, de Frank Herbert. Era a entrada da “new wave” da FC, com temas indo além de extrapolações antecipadas por autores com afinidades nas Ciências Exatas.

As telas ainda nos davam “Viagem Fantástica”, “Fahrenheit 451” e “O Planeta dos Macacos”, entre muitos outros.


“Em um Mundo com Dois Sóis”

Leonov teve a experiência, sentiu a inspiração e deu vazão pela técnica: pintor auto-didata, ele foi um raro caso de criador de “arte espacial” tendo uma vivência em primeira mão. Quando subiu ao espaço, levava lápis e um caderno, retratando o que via pelas escotilhas. As pinturas que vemos ao longo da coluna de hoje são de suas obras.


“Alvorada Cósmica”

Ele ainda contribuiu para a ficção científica ao co-escrever o roteiro do filme soviético “The Orion Loop” (1980), de Vasily Levin.

O próprio gênero lembrou-se dele: Arthur C. Clarke, ao escrever “2010 – Uma odisseia no espaço II” (1982), apresenta uma nave soviética que leva seu nome. 


Cosmonauta Alexei Leonov (“2010 – O Ano Em Que Faremos Contato”, 1986)

A similaridade de uma das imagens icônicas de “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968) com um quadro seu (abaixo) não lhe escapou, obtendo Clarke um desenho autografado mais tarde.


“Perto da Lua” (1967) e cena de “2001” (1968)

Dez anos depois, em julho de 1975, Leonov esteve em uma missão orbital de grande importância, quando uma cápsula soviética Soyuz e uma americana Apollo se encontraram em órbita, e seus ocupantes confraternizaram, executando um símbolo pela paz nos tempos de guerra fria e lutando por outros sonhos e inspirações, não menos importantes.


Artista e suas obras.

Nada mal, para quem teve um início modesto pintando flores em fogões ajudando com a renda da família.

Luiz Felipe Vasques

14/10/19

 Links Externos

Algumas de suas obras, a fonte das imagens de hoje:

https://www.rt.com/russia/470722-leonov-cosmonaut-paintings-space/

Wiki (em inglês) sobre Leonov:
https://en.wikipedia.org/wiki/Alexei_Leonov