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Alérgicos a Lua

Por Naelton Mendes de Araujo – Astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro

 

Não há dúvida que a exploração do espaço passa pelo nosso satélite natural: a Lua. Sem uma base lunar seria mais difícil lançar missões tripuladas a Marte ou mais além. Entretanto a Lua é um lugar árido e inóspito. A ausência de atmosfera e água são obstáculos bem evidentes. Uma base lunar seria muito útil se fosse possível achar água na Lua. Há indícios de que há gelo no fundo de crateras onde a luz nunca bate. Este gelo poderia ser derretido com certa facilidade e usado não só para matar a sede dos astronautas, mas também ser usado como combustível de futuras naves espaciais. Para viver na Lua seria preciso viver em cúpulas pressurizadas que teriam que ser blindadas contra a radiação solar. Na Terra a atmosfera age como um filtro solar que nos protege. Não dá pra ficar exposto à luz solar, rica em radiação ultravioleta, na superfície da Lua sem correr risco de queimaduras severas.

Mas além da falta de ar e o excesso de radiação, um novo perigo sutil se coloca: a fina poeira lunar pode ser tóxica. Alguns astronautas já se referiram à poeira como algo malcheiroso e irritante (ver matéria). O astronauta da última missão tripulada Apolo 17, Jack Schmitt, teve sintomas de alergia ao pó lunar. Talvez fosse necessário um banho no traje lunar sempre que fosse necessário um passeio sobre as planícies da Lua. Mas lembre-se, na Lua a água é rara e preciosa.  Não seria fácil se livrar da fina poeira lunar. Imagine um astronauta com alergia a poeira num ambiente claustrofóbico de uma base lunar.

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