Acesso Remoto

Vivemos em uma era de milagres cotidianos… Tão comuns que não nos damos conta deles.

Vivemos em uma era onde já conhecemos mais de quatro mil planetas fora do Sistema Solar. Onde empresas privadas se desafiam em uma nova corrida espacial. Onde um buraco negro é revelado em uma foto espetacular!

E o que todos esses fatos têm em comum? A tecnologia!

E uma das tecnologias mais presentes em nossa vida, que define os rumos da sociedade atual, é a que nos permite estar conectados.

A conectividade mudou as nossas vidas. E mudou, também, o modo como fazemos ciência.

Não por acaso, o que hoje chamamos de internet começou na década de 1960 como ARPAnet, onde ARPA é a sigla em inglês para “agência de projetos de pesquisa avançada”. Sua versão atual, a World Wide Web (o famoso WWW) foi criada em 1992, em um instituto de pesquisa (o CERN, na Suíça).

A comunicação instantânea e o acesso remoto facilitou a interação entre pesquisadores, o que permite um fluxo maior de ideias. Permite a integração de grupos distantes e o uso compartilhado de equipamentos longínquos. A prova disso em maior evidência atual é o resultado do EHT, a bela foto do buraco negro que até meme já virou…

E o acesso remoto me permite escrever esse texto, em pleno feriadão carioca, há mais de 500km da minha base. Usando apenas um smartphone e uma boa conexão.

É ou não é uma era de pequenos milagres?

Published by Alexandre Cherman

Alexandre Cherman é astrônomo, doutor em Física e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Astronomia.