A Relatividade à beira da Piscina

Quando Einstein concluiu sua Teoria da Relatividade, em 1915, ficou comprovado que o tempo (assim como o espaço) é relativo. Einstein costumava brincar dizendo que um minuto ao lado de uma bela mulher passa muito mais rápido do que um minuto segurando uma panela quente.

Certamente, era uma brincadeira (um tanto machista, diga-se de passagem). O que Einstein descreve nesse exemplo é o tempo subjetivo, e não o tempo relativo. A percepção do tempo não tem nada a ver com a Teoria da Relatividade, que nos diz justamente o contrário: há métodos seguros e precisos para medirmos o tempo, que é relativo, e que não dependem de nossas percepções.

Mas é o tempo subjetivo que mais nos afeta e é a ele que estamos atrelados. Pois bem: Ísis (minha filha, com quase três anos de idade) fez ontem sua primeira aula de natação sem fralda. Foram trinta minutos tensos, comigo aflito, por perto, esperando por um “acidente” a qualquer momento.

No final, deu tudo certo. Mas como demoraram para passar aqueles trinta minutos!

Tempo subjetivo…

Published by Alexandre Cherman

Alexandre Cherman é astrônomo e doutor em Física.

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